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O futuro incerto do Rádio Esportivo no Brasil

Hoje temos mais um jogo da seleção brasileira nas estimatórias para a Copa do Mundo do ano que vem na Rússia.  A Seleção já está classificada, mas NADA justifica o fato de pouquíssimas emissoras de rádio  não colocar pelo menos um repórter  e um operador (nem que sejam profissionais freelances) no local.  E olha que estamos falando de uma partida em Porto Alegre.  Muitas dessas emissoras que deixam de mandar repórteres já adquiriram os direitos de transmissão para a Copa do Mundo no ano quem,  o valor pago para a FIFA  foi de aproximadamente 500 mil dólares. Esse é mais um motivo para que as emissoras  informem no local, afinal é a seleção brasileira é jornalismo esportivo, são os jogadores  importantes do mundo. A transmissão off-tube infelizmente hoje em dia com um calendário pra lá de intenso é necessária, mas economizar com jogos da seleção  é dar um salto triplo pra trás. Realmente a fase do rádio esportivo ( com raríssimas exceções) é pra lá de preocupante. Diante da dificuldade econômica colocamos na balança a diminuição drástica da verba publicitária, precaução dos anunciantes associamos as estratégias erradas de diretores, muitos deles despreparados mais opções diversas e tecnologias, multiplataformas, formatos e conteúdos mil chegamos a conclusão que o  rádio esportivo passou, passa e ainda passará por muitas transformações negativas. O jeito tradicional que conhecemos de acompanhar especificamente o futebol no rádio   mudou pra pior nos últimos anos,  conteúdo, qualidade e muitos profissionais não são mais os mesmos, e o que é ruim pode infelizmente piorar, pois onde não há investimento há demissões, diminuição de espaços de trabalho e de programas, as terceirizações devem chegar em várias emissoras que eram tidas como de ponta.  A preocupação que existe com a crise específica no jornalismo esportivo de rádio se não é pior é idêntica ao jornalismo impresso. 




 Antes o veículo de comunicação, como o jornal por exemplo, era o único canal entre o leitor e resto do mundo. Então no jornal tinha jornalismo para caramba e mais humor, fofoca, venda de pessoas para pessoa, tudo. Então se o cara queria vender para um desconhecido ele tinha que ser impactado por notícia, o mesmo vale para humor e etc. Agora Negão, o tempo que o cara gasta com jornalismo concorrer com face (onde nos dois estamos agora) Whats, tinder, videos, piadas, musicado tudo! Sem ter que pagar o pedágio do jornalismo. Se a gente for falar de radio então.. Você  imagina uma massa de meninos de 15 anos que nasceram com internet, que conseguem ver o jogo ao vivo em link pirata, ao mesmo tempo que jogam vídeo game; que recebem nudes e etc, parado ouvindo jogo no radio? Sinceramente, eu não acredito.

Guilherme Prado é jornalista, trabalhou como Assessor de Imprensa do São Caetano, Palmeiras e Corinthians. 

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Há vários pontos a serem considerados. Acredito que o maior deles tem a ver com tecnologia e as novas formas de consumo. o jovem de hoje não foi habituado a ouvir radio. A ausência é cada vez mais individualizada e on demand. Sendo assim, e sem se adaptar rápido à essa realidade, o rádio  esportivo é o que mais sofre. Some-se a isso o fato de que, da década de 1990, pra cá a falta de bom senso dos diretores que acabaram com a magia dos jogos direto dos estádios na troca pelo tubo, a magia foi se perdendo. Acho que é um tema que mereceria um grande encontro para se discutir. O que acha de um evento, um seminário, simpósio
 a respeito?

Ednelson Prado é jornalista e professor  da Universidade de Taubaté-SP (Unitau). 
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