Alerta vermelho na mída

SISTEMA GLOBO DE RÁDIO 

Dias complicados para a imprensa brasileira  no rádio, tv e  mídia impressa.   Na semana passada veio  a informação da antecipação por parte do SGR ( Sistema Globo de Rádio ) em devolver ao Ministério das Comunicações  as emissoras própria  em amplitude modulada. Claro que  com a migração (lenta, bem lenta) esse é o caminho, mas levando em conta que ainda poderiam ficam com seus canais em am por mais cinco anos ou até mesmo arrendar  ( como foi cogitado)  essa decisão assustou até mesmo a concorrência. E olha que em SP a emissora não tem canal em fm próprio, é arrendado, a atual direção aposta na qualidade do fm e pode perder no alcance do am em virtude do alto custo para manter seus transmissores que virarão sucata.   Estima-se que a economia do SGR  em suas praças com o fim do am vai girar em torno de 5 milhões de reais, além da possibilidade de vender os  terrenos aonde estão seus transmissores, o terreno de São Paulo já é alvo de várias imobiliárias.  A tendência é que no começo de  setembro a Globo e a CBN em SP já operem somente em FM  e online ( abaixo comunicado oficial do diretor geral  da emissora Marcelo Soares). 

EDITORA      A B R I L  

Há pelo menos uns dois anos o processo de reestruturação  da Editora Abril segue em vigor, cortes ocorrem com frequência na empresa tentando minimizar   o endividamento do grupo de comunicação, que era de  R$ 1,3 bilhão em 2017.  O prejuízo é superior a R$ 330 milhões, segundo relatório da PriceWaterhouseCoopers. No ano passado 
houve  mudança da sede da empresa, para reduzir custos, além de constantes mudanças nos cargos diretivos na empresa, mas nada disso adiantou até agora, tanto que na última segunda-feira dia 6 de agosto anunciou o  fechamento de diversos títulos, como Cosmopolitan, Elle, Boa Forma, Mundo Estranho, Arquitetura, Casa Claudia, Minha Casa, Veja RIO e Bebe.com. A decisão foi anunciada em uma reunião com funcionários.  Em comunicado oficial distribuído pela Editora Abril, a empresa informou  que   irá “concentrar seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes”: Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claudia, Saúde, Superinteressante, Viagem e Turismo, Você S/A, Você RH, Guia do Estudante, Capricho, Mdemulher, VIP e Placar. Essas marcas devem continuar nas  plataformas nas quais já atuam. Segundo a empresa, são títulos que “somam audiência qualificada de 125 milhões de visitantes únicos por mês e 5,2 milhões de circulação nas versões impressa e digital por mês, além de centenas de eventos”. O Grupo Abril atribui o fechamento de títulos ao seu “processo de reestruturação” e ao “objetivo de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, cujo impacto vem sendo sentido por todo o setor de mídia”. E que  “o processo tornou-se obrigatório dentro das circunstâncias impostas por uma economia e um mercado substancialmente menores do que os que trouxeram a Abril até aqui”. Extra oficialmente o número de  colaboradores dispensados passa de 600  pessoas dispensadas.



CANAIS  ESPORTE  INTERATIVO

A Turner Broadcasting System Latin America, Inc. que é proprietária dos canais pagos: TNT, TCM, Space, I.Sat, truTV, TBS muitodivertido, Cartoon Network, Boomerang, Tooncast, CNN International e CNN en Español, adquiriu em 2015 os canais Esporte Interativo (EI),  além do  EI Nordeste, comunicou nesta quinta-feira que os canais deixam de existir em 40 dias. Parte da programação esportiva vai migrar para TNT e Space. Segundo  levantamento do Uol, cerca de 250 funcionários serão dispensados. Muitos sequer foram comunicados ainda, outros terão reuniões ao longo do dia para saber como será essa mudança de estratégia do grupo que detectou entre outras coisas baixa audiência e a necessidade de ter mais visibilidade do conteúdo esportivo em canais mais acessíveis  nas operadoras de tv paga, sem ferir a legislação brasileira.   O número de fincionários e colaboradores dispensados pode subir. Abaixo o comunicado oficial  da Tunner  na página do EI no Facebook. 

O jornalista  Antônio Barreto, gerente Geral da Turner no Brasil, conversou com Samuel Possebom  do site Tela Viva   explicando  a mudança de estratégia do grupo: "Infelizmente, o mercado brasileiro de TV por assinatura tem perdido base nos últimos três anos e os sinais de recuperação ainda são tímidos. Some-se a isso o elevado custo dos direitos esportivos, a forte retração no mercado publicitário e o custo de manter dois canais no ar. Avaliamos que esse era o melhor momento de fazer a mudança, reduzir os custos e a adotar uma nova abordagem na exibição dos eventos", diz. Na avaliação do executivo, os eventos como Champions e Brasileiro terão um alcance ainda maior, pois a base de distribuição do TNT (14 milhões de assinantes) e do Space (12 milhões) é bem maior do que a dos canais Esporte Interativo, que entraram nas principais plataformas de TV paga há apenas três anos, e em pacotes mais caros. Space e TNT estão praticamente em todos os pacotes básicos.  Veja aqui a entrevista completa

Comentários