quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Crise no rádio parte ll

Assim  como o pais, os meios de comunicação vivem uma crise, e só olhar os cortes que estão sendo feitos nos últimos anos, o "congelamento" de vagas, o aumento do arrendamento de horários,  a diminuição do quadro de funcionários das grandes e médias emissoras do Brasil, quando falo crise, falo especialmente das rádios do interior, das dificuldades de emissoras médias em conseguir se erguer em grandes mercados. Assim como no futebol, nos grandes centros temos no máximo quatro emissoras grandes que seguem fortes, em outras cidades as vezes são duas e só, ponto. O restante está retransmitindo programação ou viraram prefixos religiosos, não é isso?
Gostaria só de destacar mais  alguns pontos que foram citados, mas não estavam na entrevista concedida ao jornalista Cosme Rímoli do Portal R7 (veja aqui), e outros que  foram mencionados por  colegas nos últimos dias. É claro que existem  raras exceções no meio, como as grandes emissoras jornalistas e esportivas das principais cidades, mas até Grupos  importantes como o Grupo RBS diminuiram drasticamente seu quadro de funcionários e outras que eram rotuladas como "emissoras que respeitam os funcionários" demitiram funcionários nos últimos anos. A culpa não é só da fatia destinada ao rádio pelo disputadíssimo mercado publicitário, mas como trabalhar a venda de publicidade para internet, que muitas vezes apresentam audiência superior ao dial, a frase dita por um colega mídia de rádio é muito boa para o atual momento. "O rádio am é  o toca fita  e o FM é o Blue Ray", mas é  venda em internet? Não existe um padrão de comercialização, muito menos de programação, e aí?  
Ainda caminhamos a passos de tartaruga quando o assunto é  tecnologia. 
Outro fator importante é a gestão, ou a falta dela nos dias de hoje. Os grandes nomes do rádio de algumas décadas passadas eram ótimos gestores, sabiam montar equipe e administrá-las, hoje a administração do departamento está em primeiro plano, afinal, atingir a meta do final do ano, o plano de participação nos rendimentos e outras denominações é  tida pela maioria como prioridade, nem que isso implique em diminuição da qualidade que está sendo levada ao ar. Fechou no azul, ótimo, o resto é um detalhes que o ouvinte está percebendo faz tempo, e talvez por isso, a audiência em rádio esteja diminuindo cada nova medição trimestral.
Aguardemos os próximos capítulos, e vamos torcer sempre pelo maior e mais dinâmico veículo de comunicação do mundo. Entrevistei semana passada Francisco Paes de Barros, Gerente Geral da  Rádio Capital am de São Paulo, (entrevista que será publicada em breve)   ele disse uma frase pode  resumir o assunto:
"O grande desafio do rádio am é se manter  até a migração". Fato que segundo os responsáveis dificilmente irá ocorrer antes de  2017.... Enquanto isso oremos e viva o rádio!