Rádio na internet tem que ser web rádio

Coluna do narrador Jarbas Durte para o site Caros Ouvintes

Se preferir ouça a  coluna aqui: 


“Vai começar mais uma transmissão pela JDsports”. Quando falo isso, todas as ferramentas de contato comigo estão liberadas: MSN, Facebook, twitter, enfim agora nem precisa de telefone para falar ao vivo no ar. Em minhas transmissões a que mais uso é o msn, basta o internauta apertar o F2 do teclado que está no ar ao vivo comigo, isso é apenas um exemplo de como as jornadas esportivas ficaram interativas. Tenho notado nos jogos que transmito que a idade do internauta é dos 12 aos 25, no máximo 30 anos.
Outra média que tenho observado: no formato que tenho utilizado não importa o jogo, ele acompanha, pois mudei um pouco o conceito dado ao repórter, que descrevia o lance, quase que repetindo o que o narrador falava da jogada. O repórter JDsports, dá mais informação de outros assuntos; utilizo esse tempo, que antes era apenas para confirmar o que o narrador descrevia.
Puxa, se o locutor fala “a bola passou a esquerda do gol, tirando tinta da trave” e o repórter em seguida vem falando, “é isso mesmo a bola tirou tinta da trave”. Mas meu Deus isso o narrador acabou de falar! Acho isso um absurdo, mas há anos-luz isso acontece. Não quero mudar o mundo, quero apenas ser mais prático.
Outra coisa que tenho notado: as rádios da internet, para começar, são rádios que transmitem para rádios convencionais, certo? Não são web rádios. O narrador de radinho de pilha, o de rádio de carro, não tem imagem, faz uma alusão a tudo que está acontecendo – de onde está, como está, o que vai fazer…
Eu penso diferente, se o internauta está no meu site, viu quem sou eu, viu na home do meu site qual o jogo que estou transmitindo, viu o campeonato do jogo que estou transmitindo, então ai eu não preciso falar que estou no site tal, que estou no estádio tal, enfim tudo fica um caminho mais curto. É boa tarde e bola rolando, não fico atormentando o ouvinte a toda hora repetindo aonde estou, se ta frio, se eu comi tais coisas. O assunto é o jogo e ele está para ouvir o jogo, o internauta não perde tempo.
Apenas como ilustração, uma vez no começo disso tudo aqui de web rádio, o dono de um portal desses bem conhecidos, me mandou um email com um link, era para eu acessar a página onde estava uma foto, um logo de um time e quando eu clicava sai o som do boletim do clube que o repórter cobria, vamos lá cliquei, ouvi e respondi o email… “caro amigo, não leva a mal não, o áudio do seu repórter tem um minuto e 46 segundos; desse tempo todo, o colega falou do assunto só 50 segundos; o resto ele falou quem era ele, onde estava, porque estava, meu… No banner tinha a foto do repórter, do lado tinha um logo do time, dentro do logo tinha a manchete do assunto do time, e ai ele ainda rpetia “estou aqui no papapapapa, e estou aqui para papapa”
Gente: acho isso um absurdo. Tem que preparar o profissional para uma outra era do rádio, tudo mais curto e literalmente grosso. “Só mais nada”, como diz uma amiga, isso é fato.
Bom, me desculpe pelo desabafo, mas isso é a realidade do nosso dia a dia. Rádio na internet tem que ser web radio.
Um abraço do tamanho do Brasil e até a próxima, estou as quartas e aos domingos na JDsports, com Marcelo Santos e Natalie Morelo. Acessa ai na hora do jogo WWW.futebolpelainternet.com.br

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