TV fechada usa modelo que consagrou o rádio esportivo

Wanderley Nogueira, Fausto Silva
 e o saudoso Cândido Garcia,
repórteres da Jovem Pan
no Morumbi em 13/10/1977
Tem futebol? Então não fico longe do rádio nem a pau. Pode ser primeira fase da competição, mata-mata, ou aquela tão aguardada decisão de título…..Eu sei que vou ligar o rádio bem cedinho pra acompanhar a partida, o clássico que vai acontecer lá no final da tarde. Vai ter repórter na concentração, direto do hotel…… carro da rádio seguindo o ônibus até a chegada no estádio. Repórter com a torcida mandante, outro com a torcida visitante e ainda outro trazendo informação de venda de ingresso,
In Loco - Equipe completa do EI
na  na decisão da Champions
 League 2016 - Zico, Vitor Sérgio
e André Henning
chegada da torcida, posto policial e posto médico, prestação de serviço completa. Cara, ainda tem aquele repórter que eu gosto no campo ao lado daquele outro que também é fera. O narrador é o meu preferido, são dois comentaristas ótimos, plantão esportivo é o mais consagrado e experiente da equipe, ele vai comandar o melhor pós jogo do radio com toda essa equipe fantástica. Ahhh, sei que o repórter vai coloca o fone no atacante do meu time, ele vai fazer o gol da vitória e vai conversar ao vivo e
Fox Rádio, sucesso absoluto
do Fox Sports, todos
 integrantes  são do rádio
exclusivo com o âncora. Será fantástico, uma cobertura sensacional, com o padrão de qualidade da emissora. Bons tempos… e olha que nem faz tanto tempo assim, mas infelizmente hoje são pouquíssimas emissoras que continuam a fazer o bom e velho rádio. Ao contrário da TV fechada, tendo direito da competição ou não eles fazem tudo que um dia “foi” do rádio. SporTv, Fox, ESPN ou
Eduardo Affonso  da ESPN Brasil,
é referência no meio. Jornalista
também  veio do rádio esportivo.
Esporte Interativo. Todas valorizam o produto futebol. Seja Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-americana, passando pelas principais ligas Europeias e chegando na consagrada menina dos olhos….”Champions League”. Todas, sem exceções copiam a fórmula que consagrou o rádio, justamente antes dela (TV fechada) surgir na década de 80. E é claro que elas

estão certas, copiando o que deu certo e fez
Luxemburgo, Nenê e Zé Ricardo
no Bem Amigos do SPORTV
Segunda Campeã tem
 exclusividade  e interatividade
sucesso. Cada uma com sua maneira e perfil, sempre informando, debatendo, mostrando gols, colocando escuta, mostrando o que telespectador quer ver, e principalmente, valorizando seu profissional que na maioria veio da “latinha” ou ainda segue na TV e no rádio. A TV segue cada vez mais firme e forte, que o diga a fatia do mercado publicitário. Já
 o rádio esportivo segue em uma fase interminável de queda de investimento e principalmente de qualidade, mesmo assim segue tentando buscar novas saídas, como o uso de imagens em transmissões de estúdio ou cabine de 
"Sobrevivente"
 Milton Neves da RB
   é um dos raros  nomes
do  rádio do passado que
segue firme no ar até hoje
transmissão do estádio. A concorrência com aplicativos, novas tecnologias e a tv fechada muitas vezes é desleal. O rádio ainda não está decadente, ( embora muitos se esforcem com sua incapacidade administrativa) ele não vai morrer, claro que está longe de ser  e quem sabe nunca mais seja aquele  bom e velho e forte rádio que marcou a vida de tanta gente como a minha.   Mesmo assim, Viva o Rádio!

Anderson Cheni - jornalista, editor do Blog Cheni no Campo e colunista do Portal Comunique-se e Terceiro Tempo

Fotos: Divulgação, arquivo pessoal, reprodução e Portal Terceiro Tempo


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