quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Câmara Municipal de São Paulo, faz merecida homenagem ao Pai da Matéria

 Osmar Santos  feliz da vida
 ao lado de Carlos Maglio
O relógio marcava 16:30 quando começou a sessão que homenageava o Dia do Rádio e consecutivamente um dos maiores narradores da história desse veículo fascinante, Osmar Santos, "O pai da matéria", que estampando um sorriso permanente não se contia de tanta felicidade. E não havia melhor forma de homenageá-lo, durante uma hora e meia a homenagem foi feita em forma de um programa de rádio, transmitido ao vivo pela Web Rádio Câmara e TV Câmara, muito bem conduzido pelo amigo da época de Rádio Globo, o jornalista Carlos Maglio, hoje coordenador da Web Rádio Câmara, ao lado de Maglio estava outro grande profissional que também veio do rádio,  Wagner Belmonte, ex- Rádio Bandeirantes, e atualmente Editor-Chefe da TV Câmara,  Paulo Soares, o popular "amigão da galera" era outro amigo presente, o amigão trabalhou com Osmar na rádios: Record e Globo,  lembrou que sua admiração era  tanta que pra ele ainda menino, primeiro vinha Osmar Santos, e depois o rádio. "Quando eu apresentava programas ao lado do Osmar na rádio, eu ficava tremendo o tempo todo e hoje tenho  muito orgulho de ter trabalhado e aprendido muito com o pai da matéria", disse amigão. A sala Tiradentes estava cheia, eram jornalistas, radialistas, amigos  e admiradores de Osmar ouvindo atentamente a homenagem. Durante o programa foram ao ar depoimentos em áudio  de personalidades que falaram da vida e da carreira de Osmar Santos, entre eles estavam José Silvério, o saudoso Fiori Gigliotti, Heródoto Barbeiro, Fausto Silva, Oscar Ulisses, Milton Neves, Juca Kfouri e os ex-jogadores Edmundo (que foi apelidado de Animal por Osmar) e Serginho Chulapa, chamado por Osmar de "Tamanduá Bandeira".   A importância de Osmar Santos durante o processo de redemocratização do Brasil durantes as Diretas Já, foi lembrada como ponto importante para acabar com a discriminação que existia até aquele momento com os profissionais que trabalhavam com o esporte e impulsionou a classe artística a erguer a bandeira junto com milhões e milhões de brasileiros que lutavam por dias melhores. Não faltaram também os gols históricos dos grandes clubes da Capital e da seleção brasileira tetracampeã em 1994, todos na sala caíram na risada depois  de conferirem em um áudio Osmar  convencendo o rei Pelé narrar seu milésimo gol, realmente Osmar era diferenciado. "A narração no rádio  existe antes e depois de Osmar Santos" lembrou o irmão Oscar Ulisses, que atualmente comanda o departamento de esportes da Rádio Globo em São Paulo,  Oscar revelou que Osmar quando criança lá no interior do Paraná tinha dificuldade na fala, era gago, mas aos poucos a deficiência na fala foi resolvida. Como agradecimento pelos serviços prestados ao longo da carreira de locutor que foi interrompida após um acidente em 1994, Osmar recebeu das mãos do presidente da casa, vereador José Américo, um lindo troféu em forma de um microfone antigo. Osmar  trabalhou na Capital Paulista na Rádio Jovem Pan, Record e Globo, além das tvs Record,  Globo (onde narrou a Copa de 1986, e também foi apresentador do Globo Esporte e na  extinta Rede Manchete, onde narrou a Copa de 1990. Parabéns a todos os envolvidos por essa brilhante e mais do que justa homenagem a esse  ser iluminado, abençoado e que teve dois dons de Deus, o da narração esportiva onde foi e segue como grande referência, um verdadeiro mito e o dom de ser  um artista plástico, pintando quadros que são expostos no Brasil inteiro. Viva o Rádio e viva o eterno garotinho e pai da matéria Osmar Santos!
Foto: André Bueno/CMSP

Temos motivos para comemorar o dia do rádio?

  O italiano  Guglielmo Marconi, inventou do rádio
Todos nós sabemos a importância que o rádio tem na vida do brasileiro, seja ele morador de uma cidade pequena ou de uma metrópole. Tentar adivinhar o que será do rádio daqui alguns anos é muito difícil. Ele que predominava antes da chegada dá tv, teve sua morte decretada anos depois, mas seguiu firme e forte atravessando décadas e crises financeiras. É verdade que ele já foi bem mais forte, mesmo assim segue na vida da maioria de todos os brasileiros,  se reinventa a cada dia, a cada nova tecnologia, a cada aplicativo ou sistema de informação. O rádio am vive a expectativa de migrar para o FM, essa sobrevida segundo muitos entendedores pode impulsionar esse senhor de 91 anos. Será que as emissoras, principalmente as mais tradicionais e populares vão se adaptar O sonho de ter um rádio digital deve continuar hibernado, não deve sair do papel tão cedo em virtude da tecnologia, sim ela que tanto mudou o rádio pra melhor chega ser um problema para os engenheiros responsáveis pela digitalização. Assim como os portais de internet e os jornais impressos, acredito que poucas rádios devem conseguir sobreviver, isso se houver investimento em internet (investimento que hoje não dá retorno financeiro), uma boa saída é o  recente exemplo do Jovem Pan Morning Show, com um rádio feito de forma televisiva, quando se ouve a música no rádio se vê pela transmissão em tempo real o clip, uma imagem de qualidade assim como o áudio. Cada vez mais o rádio deve ter  programas  com muita prestação de serviço, entretenimento, qualidade de som, interação, descontração e a tendência como falou recentemente o Tutinha da Jovem Pan, o rádio vai tocar cada vez menos músicas. É uma pena que muitos gestores não conhecem o veículo que trabalham, assim seguem fazendo administrações desastrosas. O grande vilão do atual momento é sem dúvida o baixo percentual destinado pela publicidade no rádio, se  não houver  melhorar em um curto espaço de tempo ( o rádio tem uma pequena fatia de mercado se comparando a outros veículos) o futuro será ainda mais nebuloso, teremos cada vez mais emissoras arrendando horários  ou toda a programação para líderes religiosos, ou políticos com carreiras questionadas, vale a exceção para rádios que possuem aporte de investidores estrangeiros, ou grande conglomerados de comunicação. A verdade é que o rádio vive sim uma crise, e a cada ano que passa ela vai aumentando, marcas fortes começam a cortar funcionários, renegociam salários, não se preocupam mais com  qualidade, trocam nomes tradicionais por novos profissionais do dia para a noite, ou congelam a vaga, diminuem investimento, no caso do departamento de esportes, aumentam o off-tube, não viajam ou entram em rede com outras rádios. O rádio mudou, e mudou muito. Um bom vendedor  é mais valorizado que um bom comunicador, repórter, operador etc...  Mesmo assim, seja  com prefixo fixo, web ou pelo aplicativo mesmo, vamos seguindo te amando enquanto você tiver força, watts ou bateria. Viva o Rádio!

Rádio, a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo

O maior veículo de comunicação de todos os tempos comemora nessa quinta-feira dia 25 de setembro 91 de existência no Brasil, a primeira transmissão de rádio aconteceu um ano antes, mas a inauguração da primeira emissora de rádio foi em 1923.  Uma das formas de homenagear esse fascinante veículo que vai resistindo firmemente que a cada ano que passa e relembrar esse brilhante texto do saudoso Hélio Ribeiro, um dos maiores comunicadores de rádio do mundo que no dia do rádio em 1989, então  na Rádio Globo de São Paulo descreveu o rádio como poucos. Viva o rádio, salve Hélio Ribeiro.
” Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi. Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão. Fisicamente sou um ser eletrônico. Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue das palavras. Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra. Minha vitamina chama-se kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo. Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem só e às crianças que só vivem. Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores… Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja! Ao meu espírito resolveram chamar “ondas”. Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia. Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo mal. Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta. Meu nome é rádio. Eu não envelheço, me atualizo. Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa. As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos. Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como meu pai Marconi queria que eu fosse. Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado. Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passatempos. Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo. Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres. Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre. O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável… sempre! No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou… Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos. Tenho noção de minha força política. Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente. Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais. E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador. Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido, o mundo não seria o mesmo. Meu nome é rádio. Eu não quero ser mal entendido. Eu sou apenas um instrumento. Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos! Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade. E que tenham noção básica de tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos. O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que minha existência se deve ao número dos que me ouvem. O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes. Eu podia fazer muito mais, mas às vezes falta dinheiro pra fazer tudo o que quero. Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor. Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou “a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo” Eu sou apenas o instrumento. Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria… Se possível. ”