quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Temos motivos para comemorar o dia do rádio?

  O italiano  Guglielmo Marconi, inventou do rádio
Todos nós sabemos a importância que o rádio tem na vida do brasileiro, seja ele morador de uma cidade pequena ou de uma metrópole. Tentar adivinhar o que será do rádio daqui alguns anos é muito difícil. Ele que predominava antes da chegada dá tv, teve sua morte decretada anos depois, mas seguiu firme e forte atravessando décadas e crises financeiras. É verdade que ele já foi bem mais forte, mesmo assim segue na vida da maioria de todos os brasileiros,  se reinventa a cada dia, a cada nova tecnologia, a cada aplicativo ou sistema de informação. O rádio am vive a expectativa de migrar para o FM, essa sobrevida segundo muitos entendedores pode impulsionar esse senhor de 91 anos. Será que as emissoras, principalmente as mais tradicionais e populares vão se adaptar O sonho de ter um rádio digital deve continuar hibernado, não deve sair do papel tão cedo em virtude da tecnologia, sim ela que tanto mudou o rádio pra melhor chega ser um problema para os engenheiros responsáveis pela digitalização. Assim como os portais de internet e os jornais impressos, acredito que poucas rádios devem conseguir sobreviver, isso se houver investimento em internet (investimento que hoje não dá retorno financeiro), uma boa saída é o  recente exemplo do Jovem Pan Morning Show, com um rádio feito de forma televisiva, quando se ouve a música no rádio se vê pela transmissão em tempo real o clip, uma imagem de qualidade assim como o áudio. Cada vez mais o rádio deve ter  programas  com muita prestação de serviço, entretenimento, qualidade de som, interação, descontração e a tendência como falou recentemente o Tutinha da Jovem Pan, o rádio vai tocar cada vez menos músicas. É uma pena que muitos gestores não conhecem o veículo que trabalham, assim seguem fazendo administrações desastrosas. O grande vilão do atual momento é sem dúvida o baixo percentual destinado pela publicidade no rádio, se  não houver  melhorar em um curto espaço de tempo ( o rádio tem uma pequena fatia de mercado se comparando a outros veículos) o futuro será ainda mais nebuloso, teremos cada vez mais emissoras arrendando horários  ou toda a programação para líderes religiosos, ou políticos com carreiras questionadas, vale a exceção para rádios que possuem aporte de investidores estrangeiros, ou grande conglomerados de comunicação. A verdade é que o rádio vive sim uma crise, e a cada ano que passa ela vai aumentando, marcas fortes começam a cortar funcionários, renegociam salários, não se preocupam mais com  qualidade, trocam nomes tradicionais por novos profissionais do dia para a noite, ou congelam a vaga, diminuem investimento, no caso do departamento de esportes, aumentam o off-tube, não viajam ou entram em rede com outras rádios. O rádio mudou, e mudou muito. Um bom vendedor  é mais valorizado que um bom comunicador, repórter, operador etc...  Mesmo assim, seja  com prefixo fixo, web ou pelo aplicativo mesmo, vamos seguindo te amando enquanto você tiver força, watts ou bateria. Viva o Rádio!