terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vozes marcantes do rádio carioca que se propagaram pelo BRasil

A Revista Veja Rio, fez um levantamento e fez um ranking dos dez grandes narradores  do rádio carioca, alguns seguem na ativa fazendo com que o ouvinte continue viajando e prestigiando o rádio do Brasil.

Jorge Cury, voz marcante
 no rádio
1 - JORGE CURY - Um dos maiores locutores de sua época, era irmão do cantor Ivon Cury e, como ele, tinha um gogó privilegiado. Os gols que Jorge narrava, especialmente os do seu Flamengo, mereciam gritos de quinze segundos ou até mais. 

2 - WALDIR AMARAL -   Foi o locutor de rádio que mais criou bordões, como "tem peixe na rede", "indivíduo competente", "o relógio marca", "choveu na horta" e "deixa comigo". Na Globo, costumava revezar com o colega Jorge Cury, cada um narrando um dos tempos do jogo. 

3 - JANUÁRIO DE OLIVEIRA -  Consagrou-se na TVE nos anos 80, encerrando a carreira na Band, em 1998. Dos locutores que transmitiam na televisão, foi o principal frasista, vide "taí o que você queria", "tá lá o corpo estendido no chão", "cruel, muito cruel" e "é disso que o povo gosta". 

4 - JOÃO SALDANHA -  Por décadas, foi a voz que os torcedores mais queriam ouvir, fosse no intervalo dos jogos, fosse no fim das partidas, com sua análise muitas vezes sarcástica sobre a peleja. Começava todos os seus comentários com o famoso "meus amigos". Figura polêmica, botafoguense roxo, foi técnico da seleção brasileira durante a preparação para a Copa de 1970. 

5 - MÁRIO VIANNA - Antes de ser comentarista esportivo, foi juiz e técnico. Parecia ter menos prazer ao dizer que o tento era legítimo ("gol legal") do que quando flagrava uma falha do "soprador de apito" da partida, gritando o seu "errou" com aquele erre de língua no céu da boca. Também era dele o grito "banheira", para atletas em impedimento. 

6 - WASHINGTON RODRIGUES -  Comentarista, repórter, técnico, cartola, fez de tudo. Está na ativa, aos 77 anos. São dele expressões como "geraldinos" (torcedores da geral) e "onde a coruja dorme" (junção da trave com o travessão). O apelido Apolinho vem dos equipamentos que usava no início da carreira, que o deixavam com jeito de astronauta. 

Garotinho segue firme e forte na profissão
7 - JOSÉ CARLOS ARAÚJO -  Aos 73 anos, ele segue como a principal voz do rádio esportivo do Rio. Deixou o Sistema Globo, após 42 anos (em duas fases, entremeadas por sete anos de dedicação à Rádio Nacional). Hoje está na Bradesco Esportes FM. A marca do Garotinho é o "atirou, entrou" na hora do gol. 

8 - VICTORIO GUTEMBERG - Por quarenta anos, foi dele a voz oficial do estádio. Instalado na cabine de som, dava renda, público e ainda convocava donos de carros mal estacionados. O célebre "a Suderj informa" vinha na sua voz. Mas o antigo sistema de alto-falantes do Maracanã era tão ruim que ninguém entendia nada do que ele falava. 

9 - LUIZ MENDES -  Craque das análises futebolísticas, passou pelas rádios Globo e Tupi. Era o "comentarista da palavra fácil" e tinha como bordão o cumprimento "minha gente". Foi casado com a também radialista e ex-deputada Daisy Lúcidi. Morreu em 2011, logo depois de completar 87 anos de idade. 

10 - DOALCEY BUENO DE CAMARGO -  Destacou-se na Rádio Tupi, onde acumulou as funções de locutor e diretor do departamento de esportes, a partir dos anos 60. Na sua gestão, foi criada a figura do comentarista de arbitragem. Também esteve nas rádios Tamoio, Continental e na extinta Guanabara.
Fotos: Veja Rio e Arquivo Rádio Nacional