segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

'Elétrico', André Henning dá o tom na TV de campanha histórica da seleção de handebol

André Henning, narrador do canal Esporte Interativo
Toda grande conquista recente do esporte brasileiro foi transmitida por uma voz do rádio ou da televisão que se fixou no imaginário coletivo. Brasileiros, Mundiais, Copas do Mundo, Olimpíadas - a memória do torcedor guarda a voz dos locutores como a trilha sonora dessas vitórias. Na sexta-feira, a seleção feminina de handebol fez história ao bater a Dinamarca por 27 a 21 em Belgrado, na Sérvia, e garantir a inédita disputa de uma final do Mundial da categoria. Hoje, as brasileiras jogarão contra a seleção anfitriã e, caso vençam, serão apenas a segunda seleção não-europeia da história dos Mundiais a conseguir o título - a Coreia do Sul foi campeã em 1995. Divulgação André Henning, narrador do canal Esporte Interativo André Henning, narrador do canal Esporte Interativo E o locutor do último dos jogos decisivos do campeonato será mais uma vez o vibrante André Henning, 38. Seguidor da linhagem de Osmar Santos e Galvão Bueno, duas referências da narração emocionada, Henning transita continuamente entre o cômico e o (melo)dramático, beirando algumas vezes a histeria. Sua empolgação no Mundial tem dado contornos épicos às disputas. "Foi Deus quem colocou essa bola lá dentro", "Defesa milagrosa da filha da mãe da goleira da Dinamarca", "Ai, o narrador vai ter um troço, acho que meu dia chegou" foram expressões de que Henning lançou mão para dar o tom da tensão dos jogos. Segundo ele, nada disso é ensaiado previamente: "emoção não é algo que se treina". Filho do jornalista Hermano Henning, ele conta que começou a narrar aos seis anos de idade, acompanhando o pai nas gravações. "Eu ia até a ilha de edição e pedia para o funcionário ligar o equipamento para eu ficar brincando de narrador ali", diz. Em entrevista à Folha logo após a transmissão do jogo do Brasil contra a Dinamarca, ele explicou como faz para equilibrar conhecimento técnico de um esporte pouco acompanhado no Brasil e a emoção de narrar um feito histórico da seleção brasileira.


Fonte: Folha de Sã Paulo
 Foto: Divulgação