Bom ou ruim?

Segue a coluna do colega Jarbas Duarte feita para o site Caros Ouvintes falando o quanto a tecnologia de hoje ajuda e ao mesmo tempo tira vários empregos das redações esportivas. 

A era da internet trouxe uma facilidade muito grande para quem trabalha em rádio: gravar matérias em mp3 e transformá-las em arquivo e depois mandar via email para os estúdios, tudo ficou mais, muito fácil com essa nova ferramenta. A modernidade de tudo isso – claro tem o lado positivo e negativo -, o lado positivo: é a rapidez, a facilidade de contato, várias formas de encontrar um entrevistado e fazer um bate papo até virtual. O lado negativo: é que onde precisavam de três, quatro, 10 funcionários, hoje apenas um faz.
Um exemplo de hoje que vive minha web rádio JDsports. Antes o repórter para participar na jornada de domingo, ele teria que ter uma preocupação grande no domingo pela manhã de reservar pelo menos uma ou duas horas, para fazer um contato com o estúdio para passar por telefone, seus áudios gravados no dia anterior, em treinos com entrevistas. Tinha sim uma fila de profissionais já com hora marcada com seus operadores internos no domingo, antecedendo uma jornada, para que seu trabalho fosse mais valorizado na hora da abertura da jornada de domingo.
Hoje o mesmo repórter, faz contato com sua produção via skype ou msn e envia os arquivos gravados pelo próprio computador, sem mesmo ter de plantão um operador interno, pois esses áudios ficam no email da produção para depois serem alinhados há uma relação de pauta para o inicio da transmissão. É algo expetacular de como ajudou o profissional de campo realizar o seu trabalho com qualidade e perfeição. Sem acrescentar que o jornalista agora ficou muito mais informado, pois seus companheiros postam informações a todo momento em sites, deixando a informação mais atuante e nova.
Um outro exemplo que vivi nesses anos todos de carreira, na rádio Record onde atuem por vários anos, tinha uma central de plantão esportivo, onde na época o Raul Gonzales, comandava uma equipe de escutas, onde precisavam de uns 10 profissionais para fazer o trabalho de plantão esportivo, teria que ter um rádio trans globo muito em ordem para ouvir as ondas curtas, por exemplo de Minas para acompanhar um jogo do futebol mineiro e aí consequentemente Gaúcho, Baiano, enfim cada jogo um rádio-escuta, hoje os portais conseguem informar todos os jogos e resultados numa pagina só, ou seja, uma pessoa no plantão da rádio consegue acompanhar todos os resultados de maneira simples, rápida e organizada, com informações gol a gol, com começo e fim da informação, a tão famosa ficha técnica na íntegra.
Então essa nova era do rádio esportivo, é feita de maneira muito fácil e com poucos profissionais, aliás esse é outro detalhe a se comentar, nem precisa ser profissional para atuar nessas áreas ligadas ao esporte em geral. Com o passar dos anos, as profissões vão surgindo na mesma velocidade que outras vão desaparecendo, e digo de carteirinha se você não procura se atualizar fica para trás e é substituído por outro com mais capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo.
Fico por aqui até a próxima coluna. Um abraço do tamanho do Brasil. Eu sou o jarbas duarte e estou as quartas e aos domingos no www.futebolpelainternet.com.br

Se preferir ouça a coluna:


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