O triste fim da Bradesco FM

O clima nos bastidores da Rádio Bradesco Esportes em São Paulo e no Rio de Janeiro é de muita dúvida e péssimo para a maioria dos funcionários que já foram informados a respeito do lamentável fim da emissora fecha as portas em março, escrevemos aqui que o projeto termina na segunda quinzena, mas a brecha no contrato entre Band, Banco e Grupo Bell (Que detém o prefixo em SP)  que o banco pode encerrar a parceria a qualquer momento.  A emissora que estreou em maio de 2012 teve mais baixos que altos, o projeto inicial era ótimo, mas a intervenção dos gestores "jênios" atrapalhou muitas vezes, tanto que nesse período a emissora passou por  dois grandes cortes, tudo isso  após uma auditoria baixar com força total no Grupo. A retomada aconteceu em 2015, alguns que foram demitidos foram recontratados, tanto que a boa e competente equipe merecidamente vai receber esse ano (provavelmente após o fim da emissora) O prêmio APCA  ( Associação Paulistas dos Críticos de Artes) pela brilhante e competente  cobertura nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 que coincidentemente teve o Bradesco como um dos principais patrocinadores do evento. Para se ter uma ideia, o banco injetou  nesse período mais de meio milhão de reais por mês. Claro que esses tropeços de condução da emissora e as manchetes negativas, assim como a audiência ruim literalmente arranhou a relação entre as partes, por isso a renovação foi logo descartada. Em março a  rádio deixa de existir, assim como já aconteceu com outros bons projetos que foram conduzidos de forma errada dentro do Grupo, como por exemplo a MIT FM.  Uma das opções da  frequência própria do Rio de Janeiro deve ser o arrendamento, aliás  o valor pago (R$ 12 milhões)  pelo Grupo Bandeirantes no Rio de Janeiro em 2012 foi um valor bem acima do mercado segundo os especialistas, mais um exemplo de como não gerenciar um negócio. O chefe  mor do Grupo que é tido como "especialista em rádio"  não dá satisfação a respeito do fim do projeto, apenas que a maioria dos funcionários vão pra rua, exceção feita a poucos que serão remanejados dentro do Grupo como por exemplo José Luiz Datena que volta para a Rádio Bandeirantes. Sobrarão  apenas os chefes  que estarão provavelmente no dia da premiação da APCA, ou quem sabe algum executivo do banco para   receber o prêmio, obviamente  quem ralou pra reerguer a rádio e chegar ao APCA estará procurando emprego. Será que a maior rede de rádio do Brasil, tem também os maiores gestores do rádio do pais? 
A coluna entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Grupo e do Banco, em ambos a resposta foi a mesma; " O contrato está em  vigor"  só isso. A falta de informação dentro de um grupo de Comunicação tão importante como o Grupo Bandeirantes   é lamentável, e tudo isso depois de um crescimento significativo em audiência a partir de 2014. É por essas e outras que sempre "ressalvo" o trabalho dos Jênios Jestores com J do rádio do Brasil. #RIPRADIO.
Atualizado 19 horas

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