segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Ondas Curtas - edição 78

* Além do narrador Antônio Edson na Rádio Central de Campinas, a outra boa notícia fica por conta da Contratação do repórter Sérgio Américo,  Ex-Tupi que estreia essa semana na equipe de Esportes da  Rádio Transamérica do Rio de Janeiro. 

* Liderança absoluta, porém dividida! Quando falamos de liderança no rádio esportivo da Grande São Paulo  a liderança segundo o Kantar IBOPE Media é da 105 FM, da Jovem Pan segundo o Ipsos Marplan Pesquisas e da Globo/CBN segundo Pesquisas do Instituto Quantas. Sendo assim, todo mundo é líder e ponto final, melhor não tentar entender.

* Começou no último sábado  a segunda edição da Copa  Bubbaloo  Jovem Pan de Futsal.  A  emissora é referência quando falamos em associar o nome de uma rádio a uma competição, foi assim durante anos com outros patrocinadores que ajudaram a revelar grandes nomes do futebol.

* Mais que acertada a contratação da jornalista Vera Magalhães feita pela direção da Jovem Pan. Vera, está cobrindo com muita competência  os acontecimentos políticos em Brasília.

* Ainda falando da JP, a emissora já acionou seu departamento jurídico e irá acionar  os responsáveis  pela rádio AM 1020 Khz de Maceió-Alagoas que usa o nome de Jovem Pan de forma indevida, usando inclusive o mesmo e sonoras de forma indevida.

* A tradicional Rádio 730 de Goiânia vai voltar a ter um repórter acompanhando a Seleção do Brasil nas Eliminatórias! Além da 730 outras poucas emissoras de rádio devem enviar repórteres para acompanhar inloco a seleção de Tite, são elas: Gaúcha, Itatiaia, Transamérica SP e Globo/CBN.

* A Direção do Sistema Globo de Rádio, confirmou para essa coluna que está retirando as suas emissoras próprias (Globo/CBN) de todos os aplicativos de rádio como Radios.com e Tunein por exemplo, além disso estão pedindo as emissoras afiliadas que façam o mesmo. A aposta é de risco segundo opinião da coluna. Em breve reportagem completa a respeito desse e outros assuntos do SGR. 

* Luciano Périco, repórter da Rádio Gaúcha foi confirmado como o novo narrador da RBS TV em Porto Alegre. Périco substitui Paulo Brito que se transferiu para o Grupo Bandeirantes da capital gaúcha. 

* Muito estranho o fato da Rádio Bandeirantes de São Paulo ter apenas um repórter em campo no jogo desse domingo entre São Paulo e Coritiba no Morumbi em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Eram dois, mas devidamente credenciado apenas um, talvez por isso, o outro profissional tenha ficado na cabine, o que dá a entender que apenas um foi credenciado. Será ? 

* Foram positivas as estreias do jornalista André Plihal no comando do "Resenha ESPN" e do economista e apresentador Benjamim Back no programa "A Ultima Palavra" do canal Fox Sports, ambas atrações são dominicais e recentemente deixaram de ter o comando de Rodrigo Rodrigues e Renato Maurício Prado respectivamente.

Ex-narrador da Transmérica estreia na Rádio Central de Campinas

A boa notícia do final do semana veio de Campinas, o narrador Antônio Edson, o popular "Tonicão" estreou na Rádio Central de Campinas  narrando a vitória do Guarani por um a zero contra a Portuguesa em jogo válido pela série C do Campeonato Brasileiro. Abaixo segue o primeiro gol do Tonicão em sua nova casa, gol de Fumagali de cabeça aos seis minutos do segundo tempo, gol que deu uma boa vantagem ao Bugre que lidera o grupo B da competição com 31 pontos.
Antônio Edson agora
na Rádio Central
A equipe da Rádio Central de Campinas conta com os narradores Decimar Leite, Antônio Edson e Roger Williams, Júlio Nascimento narra e também é âncora da equipe de esportes que além de Elias Aredes, terá em breve outro comentarista segundo apuramos. Outra novidade  será a contratação de outro repórter, hoje a emissora conta com  Pedro Orioli. Lembrando que, o Repórter TVB Record, Paulo do Valle, neto do Luciano do Valle também participa de algumas transmissões. Heitor Freddo, Repórter da tvb Record, filho do Adilson Freddo, é comentarista de alguns jogos também. Parabéns e boa sorte a toda equipe da Rádio Central.
Foto: Divulgação

Rômulo Mendonça: A narração "pop" da Olimpíada

 

Reportagem Fillipe Mauro -  Coluna Mônica Bergamo  (TV FOLHA)  - Foto Danilo Verpa -FolhaPress

Em 2008, o jornalista Rômulo Mendonça, mineiro de Divinópolis, veio a São Paulo para participar de uma seleção para uma vaga de locutor no canal esportivo ESPN. Ao lado do comentarista Mauro Cezar Pereira, teve de simular a narração de uma partida de futebol.
"Foi aí que tive uma ideia brilhante: abolir o gol", conta ele, um pouco rouco, ao repórter Fillipe Mauro, um dia depois de retornar do Rio de Janeiro, onde narrou freneticamente 30 partidas de vôlei dos Jogos Olímpicos. "Que coisa mais chata o narrador que só grita 'gol!'. Decidi inovar e gritar 'fatal!'."  O bordão, apenas um entre as dezenas que já cunhou e que ganharam a internet durante a Olimpíada pelo tom escrachado e pelas referências ao universo pop, agradou a Mauro Cezar. Ele foi aprovado, mas a crise econômica daquele ano obrigou o canal a congelar suas vagas e a manter o convite em aberto. A contratação do jornalista formado pela PUC de Minas veio apenas em 2011, para as transmissões das ligas americanas de basquete, futebol americano e beisebol. Antes disso, trabalhava em rádios de Belo Horizonte.   Tudo deu certo no final, em algum sentido, porque em 2008 minha noiva tinha acabado de sofrer um AVC, por muito pouco não morreu, e precisava da minha ajuda."  
Narrações do vôlei feitas por  Rômulo Mendonça
melhoraram os índices de audiência do canal
Hoje ele é um dos responsáveis pela audiência do canal ter atingido a vice-liderança na TV fechada após a Olimpíada. Enquanto anda pelos estúdios da ESPN, Rômulo recebe cumprimentos dos outros funcionários.  Tímido, o torcedor do Atlético Mineiro fica avermelhado quando uma colega de emissora salta da cadeira e grita que a mãe dela só passou a ver jogos de vôlei por causa dele. "Coitada! Eu quero é saber se ela ainda está viva", responde o locutor.  Narrar partidas de vôlei da Olimpíada foi, na realidade, uma surpresa para ele, que esperava ser escalado para os jogos de basquete, esporte que praticou na juventude.  "Fiquei desesperado. Eu não sabia nada de vôlei. Assisti a tantos jogos das ligas que agora sei de cor o nome de toda a escalação da China, do Japão e da Coreia. Tá cheio de Kim, Liu e Yang."  O pai, de 79 anos, recuperando-se de problemas de saúde, ficou emocionado quando soube da oportunidade dada a Rômulo. "Esse aqui vai narrar a Olimpíada, doutor", contava seu Manoel aos médicos, orgulhoso, enquanto o filho o acompanhava nas consultas.  O locutor diz que a mulher, a também jornalista Fabiana Ribeiro, com quem agora divide um apartamento no bairro de Pinheiros, é audiência garantida para seus bordões. * O ineditismo do vôlei na carreira de Rômulo estimulou o improviso. Foi assim que, nas transmissões da ESPN, a cada saque, ele "abençoava" o time do técnico Bernardinho com seu "mantra do ragatanga", alusão ao hit da extinta banda Rouge. Cada toque na bola se tornava, na narração do mineiro, uma sílaba de "aserehe ra de re", o refrão dançante e grudento da música.  Wallace de Souza, um dos artilheiros, acabou virando o "macho alfa" do time. E, toda vez que a equipe brasileira pontuava, o locutor mandava um "aqui não, neném! No nosso puxadinho, não!".  Na pequena sala estofada onde narra os jogos das ligas americanas, ele explica como se cria um bordão. "Tem que ser algo inusitado, que vá além do jogo."   ede um copo d'água, testa o som e põe na tela a cena de uma cesta de três pontos de uma partida de basquete. "Uma jararaca alienígena!", ele berra, arrancando risos de quem está no estúdio.  Cada vez mais as pessoas reconhecem Rômulo pelas ruas. Antes de entrar no ar ao vivo, ele pergunta aos seguidores do Twitter se as "romuletes" estão a postos.  A cantora Maria Rita se tornou uma das tietes e passou a interagir com o narrador pela rede social depois de um ponto brasileiro contra a Itália, na final do vôlei na Olimpíada, quando o locutor disparou: "aqui não tem Laura Pausini, aqui é Joelma!", em alusão à cantora italiana e à ex-vocalista da banda Calypso.  Rômulo diz que odeia heróis e que gosta é de personagens e caricaturas. Para ele, ufanismo só vale se for sincero e vier carregado de uma boa dose de ironia. "Tudo muito impecável e muito chato na TV brasileira. Qualquer um grita 'é campeão'. É preciso mais que isso. Também vejo muito chororô. Choro é bom. Mas é subjetivo. Não interessa ao público."  No início do ano, ele precisou se queixar à rádio Jovem Pan. Na cobertura do afastamento de Dilma Rousseff, a emissora estava reproduzindo o bordão "ela disse adeus", que o locutor usa nos jogos da NFL. "Pedi na mesma hora que não usassem mais. Estava fora de contexto e não representa minha opinião."  Sobre o desempenho do Brasil na Olimpíada, o narrador diz que "o grande problema é que só investimos em atletas de alto desempenho". "Não temos base. Não há uma cultura do esporte desde cedo. Agora que a Rio-2016 acabou, imagino que teremos sérios problemas de patrocínio para os atletas nos jogos de Tóquio em 2020."  Com contrato prestes a vencer (e elogios de funcionários da concorrência), Rômulo negocia com a ESPN sua renovação. O estilo dele engordou a audiência do canal na Olimpíada. Só no vôlei, os índices mais que dobraram até o fim dos jogos.

Jornalistas esportivos que casaram no Maracanã lançam livro de futebol infanto-juvenil


Alexandre Araújo e Aline Bordalo, lançam livro
" Onde a coruja dorme e outras histórias
Aline Bordalo e Alexandre Araujo foram unidos pelo futebol. Convidada a participar do programa de rádio que ele apresenta, o ‘Pop Bola’, da Rádio Globo, Aline falou do livro que estava escrevendo, e Alexandre deu a ideia do título: “Onde a coruja dorme”. Ela adorou. Um ano depois, os dois começaram a namorar e ele terminou a história que ela começou. Veio a ideia de escrever outras histórias, seguindo a mesma linha – expressões do futebol e bichinhos, para crianças e adolescentes. A quatro mãos, foram surgindo “O frango que queria ser goleiro”, “O drible da vaca”, “Deu zebra”. As historinhas brincam com expressões conhecidas do futebol, e recriam significados para elas. O entrosamento da dupla foi sacramentado no Templo do futebol. Aline e Alexandre foram o primeiro (e único) casal a trocar as alianças no Maracanã, no ano da Copa de 2014. 
Serviço
“Onde a coruja dorme e outras histórias” - dia do lançamento: 15 de setembro -   Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon  - horário: 19h. Ilustrações: Mauro Britto Editora: Editora: Livro Ilimitados Número de páginas: 60.
Aline Bordalo – jornalista há mais de 20 anos, trabalhou como repórter esportiva e apresentadora da Band, SBT, SporTV e Globo Esporte do Ceará, acompanhando inúmeros jogos de dentro do campo. Atualmente escreve para o site Paixão Futebol. Alexandre Araujo - jornalista, radialista, roteirista e compositor. Atualmente, apresenta os programas Pop Bola e Panorama Esportivo, na Rádio Globo. Já passou por Rádio Bandeirantes AM SP, Rádio Nove de Julho, Rádio Cidade, Globo FM, OI FM, MPB FM, FM O DIA, Bradesco Esportes FM, TV Record, Multishow ,SporTV, Fox Sports e Canal Viva. Já escreveu para o jornal Extra, Agência Estado, revistas Placar e Super Interessante.
Foto: Divulgação