sábado, 11 de junho de 2016

Procuram-se repórteres corajosos para histórias de vida

Foto tirada por  jornalista   na edição
passada do Onboard Reporter
Quem for escolhido irá encarar o maior desafio pelos mares do mundo na edição 2017-18 da regata. Apelidada de "o trabalho esportivo mais difícil de todos', a vaga de OBR - abreviação de Onboard Reporter - certamente não é para os fracos e exige coragem. Antes de serem aprovados, eles serão testados em situações adversas, provando capacidade de suportar a pressão mental e física desse trabalho. Os OBRs terão que se comunicar com a sede da regata por equipamentos via satélite de onde estiverem. A certeza que estarão em um espaço apertado do barco de 65 pés e que terão de contar a história da volta ao mundo em vídeos de alta qualidade, fotografia e textos diários, independentemente das condições a bordo. O evento, que desde 1973 tem colocado os melhores velejadores profissionais no planeta uns contra os outros, tem mais de 40.000 milhas náuticas, abrange quatro oceanos, cinco continentes e nove meses de maratona, exigindo repórteres qualificados e experientes para informar tudo que se passa a bordo de áreas remotas e hostis do planeta. "Para um contador de histórias profissional, estou certo de que não há desafio maior na terra do que este", explica o cineasta americano Amory Ross, que desempenhou o papel nas duas últimas edições da Volvo Ocean Race. "Vocês serão empurrados para além de seus limites físicos, mentais e criativos". Para espalhar o conteúdo dos oceanos do mundo diretamente para os fãs, os barcos contam com um arsenal em tecnologia. Cada veleiro tem uma central multimídia, com câmeras de controle remoto, microfones e outros equipamentos para garantir qualidade, velocidade e desempenho. Graças ao suporte de comunicações de ponta proporcionadas pela Inmarsat desde 2005, é possível enviar tudo que se passa a abordo por seus transmissores 200.000 quilômetros em órbita longe da terra. Não importa onde estiver, a informação chegará. "Nós estamos procurando candidatos com um perfil aventureiro, mas também com uma experiência na área de mídia sólida", explica Leon Sefton, que está conduzindo o projeto de recrutamento dos OBRs e também chefe da área de televisão da Volvo Ocean Race. "Não é possível subestimar o trabalho e sua dificuldade, pois é realizado dia sim, dia não, em condições diversas, com pouco ou nenhum sono". O trabalho de repórter a bordo da Volvo Ocean Race é regularmente apresentado nos principais meios de comunicação do mundo, como o The Daily Telegraph, o New York Times, Red Bull Mídia House e outras 242 emissoras em 83 canais de televisão em todo o mundo. "Os repórteres a bordo do Volvo Ocean Race precisam ser muito mais do que apenas um rostinho bonito com um microfone na mão. Na verdade, eles podem estar realizando o trabalho mais difícil no jornalismo esportivo", escreveu premiado jornalista Tim Wendel em uma reportagem do Huffington Post. Mais de 2.000 candidatos se inscreveram na edição 2014-15 e os organizadores estão esperando um número ainda maior desta vez. Para tentar a vaga, os profissionais de mídia devem entrar no site da campanha if.volvooceanrace.com, e enviar um breve resumo do seu trabalho. Se selecionado, eles vão passar para a próxima rodada, onde uma entrevista formal ocorrerá. Em seguida, eles ficam mais próximos de se tornar um OBR no teste final.
Foto e Vídeo: Divulgação

ABERT quer flexibilizar “A Voz do Brasil” durante Olimpíadas e Paralimpíadas

Projeto ainda não entrou
 na pauta de votação
A ABERT vai pedir ao governo federal a edição de uma medida provisória para flexibilizar a Voz do Brasil durante o período das Olimpíadas, entre 5 e 21 de agosto, e das Paraolimpíadas, entre 7 e 18 de setembro de 2016. No ar desde 1935, o programa oficial do governo tem uma hora de duração e é retransmitido diariamente, às 19h. Em 2014, atendendo a uma reivindicação da ABERT, o governo editou a MP 648, que autorizou as emissoras de rádio do país a retransmitir o programa em horário alternativo, durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil, entre os dias 12 de junho e 13 de julho, quando ocorreu o campeonato. Nos dias dos jogos, o programa foi transmitido a critério das emissoras, entre as 19h e 22h. Com a MP 648, mais de 1,3 mil emissoras de rádio credenciadas para o mundial não precisaram interromper as transmissões das partidas, já que grande parte dos jogos terminou às 20h. De acordo com pesquisa encomendada pela ABERT, 68% dos brasileiros concordam com a flexibilização do programa. Pleito antigo Antiga reivindicação das emissoras de rádio, a flexibilização da Voz do Brasil está prevista em projeto de lei de autoria da deputada Perpétua Almeida (PC do B/AC), em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto já foi aprovado pela Casa em 2006, mas como sofreu alteração no Senado, teve que retornar à Câmara em 2010. A proposta aguarda inclusão na pauta de votações da Câmara e, se aprovada, dependerá apenas de sanção presidencial
Fonte:  ABERT
Foto: Divulgação