sexta-feira, 10 de junho de 2016

80% escutam rádio pela internet ao menos uma vez por semana

Oito em cada dez pessoas escutam rádio pela internet pelo menos uma vez por semana. Esse dado faz parte de uma pesquisa sobre o mercado e o consumo de rádio tradicional, rádio pela internet e áudio digital realizado pela Audio.ad no Brasil, México, Colômbia, Chile, Argentina e Peru. Dos cinco mil entrevistados, 94% escutam áudio digital, seja rádio online, serviços de streaming ou outras mídias online. Além disso, 46% dos entrevistados consome áudio digital quando navegam ou quando estão trabalhando. Com relação à visualização, 46% dos que escutam rádio na internet compartilham conteúdos e interagem em redes sociais enquanto estão escutando. E os PCs ainda são o meio através do qual a maioria (52%) consome o conteúdo. Os smartphones são a opção de 45% e os tablets para 19%. Um ouvinte padrão escuta, pelo menos, 10 horas de áudio digital por semana. A faixa etária de 35 a 44 representa 49% dos entrevistados, enquanto 33% têm idade entre 18 e 34 anos e 18% com mais de 45 anos. Entre os conteúdos mais consumidos estão música (65%), notícias (33%) e esportes (20%). A rádio é considerada uma parte importante de suas vidas para 97% dos entrevistados. Enquanto isso, 50% esperam escutar mais rádio durante 2016. Os serviços de streaming mais populares entre os entrevistados são Spotify, representando 32% das opiniões, Soundcloud (24%) e Deezer (22%). De acordo com a pesquisa, seis em cada dez entrevistados consome áudio através de serviços de streaming de música. A influência que o rádio exerce na vida dos consumidores também foi analisada. Com isso, 63% compram dois e cinco produtos divulgados pelo rádio por ano. Para 55%, pelo menos um produto anunciado pelo rádio no último ano foi comprado. E por falar em compra, os eletrônicos (51%) são os produtos/serviços de maior interesse para o consumidor de áudio digital. Na sequência estão moda e acessórios (39%), eletrodomésticos (35%), entradas para eventos (33%) e passagens (31%). A publicidade na rádio pela internet, por sua vez, não é considerada excessiva para 90% dos entrevistados.
Fonte:  PROPMARK

Rádios renovam técnicas de engajamento

Mario Baccei do Grupo Bandeirantes
A relação entre a Mix FM e a estudante Júlia Leal Sanches ficou ainda mais próxima depois que a ouvinte ganhou uma promoção e viajou a Londres, no ano passado. O destino internacional foi apenas parte do prêmio: o que Julia gostou mesmo foi de conhecer a banda inglesa One Direction. “A Mix realizou meu sonho”, diz a fã. A rádio do Grupo Mix de Comunicação também saiu vitoriosa: a promoção atraiu mais de 1.000 (mil) admiradores do grupo que deveriam, no decorrer de um mês, reconhecer trechos das músicas do One Direction durante a programação e cadastrar seus achados em um hotsite. A ganhadora Julia, de 20 anos, virou um canal espontâneo de divulgação da rádio ao postar em suas redes sociais textos e fotos do encontro com a banda. “Até meu pai passou a ouvir a rádio”, conta. Encontrar ídolos, pedir músicas, brindes e adesivos: as rádios se utilizam, há muitas décadas, de diversas ações para conquistar o público. Hoje, tais iniciativas querem, também, envolver a audiência com a marca. É uma das prioridades para a Mix FM. “Trabalhamos para transformar os ouvintes em fãs”, fala Marcos Vicca, diretor artístico e de relacionamento da rádio. Para Sérgio Amaral, vice-presidente comercial, as ações envolvendo o Tomorrowland conseguiram refletir esse posicionamento. “Dez ouvintes, e quatro amigos de cada um deles, foram para uma área VIP do festival, em ônibus personalizado”, conta. Além de promoções com cantores como Justin Bieber, Demi Lovatto e Ludmilla, a Rádio Disney tenta manter a audiência ligada colocando o público em sua programação. O ouvinte pode gravar mensagens para serem veiculadas no programa Despertador. Já tivemos até pedidos de casamento”, conta Melissa Vergara, gerente de marketing da Rádio Disney. A presença no digital passou a ser fundamental para conseguir engajamento, seja para promoções ou para as emissoras que dependem do público até mesmo para colaborar com conteúdo. A SulAmerica Trânsito, por exemplo, necessita dessa troca de informações constante e o WhatsApp entrou na rotina da produção dos programas. “Muitas vezes os ouvintes são mais rápidos que o Waze e a CET para avisar onde está o problema”, comenta Mario Baccei, vice-presidente de rádio do Grupo Bandeirantes. A emissora recebe, diariamente, dez mil mensagens pelo aplicativo e 1,5 mil e-mails. Para Luís Fernando Bovo, editor executivo de conteúdos digitais e responsável pelas rádios do Grupo Estado, o conteúdo é o principal engajador e as redes sociais servem como termômetro para medir acertos e erros. “A web deu força às rádios”, diz o jornalista, apontando que desde janeiro, a rádio e a redação do jornal estão unificadas. Os anunciantes estão atentos e interessados em participar dessa conversa, seja nas rádios tradicionais ou web rádios. O spot de 30 segundos ainda é o formato publicitário mais utilizado, mas as marcas podem encontrar outras alternativas nas versões digitais. No fim de maio, a Audio.Ad, que atende a cerca de 500 rádios na plataforma, anunciou um novo tipo de inserção que permite que o usuário interaja com o anúncio utilizando a voz em vez do clique. “ Se manter atrativo é o maior desafio de todos os veículos, a disputa é pelo tempo das pessoas”, afirma Mariza Tavares, diretora de jornalismo da CBN.
Foto Divulgação