segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SGR busca maior aproximação com o público e diminui opções de compartilhamento do seu conteúdo

Nos últimos anos aconteceram muitas mudanças no Sistema Globo de Rádio, principalmente em sua filial no Rio de Janeiro. Marcelo Soares está prestes a completar um ano como Diretor Geral do SGR, além de comandar a gravadora Som Livre que também pertence as organizações Globo.  A maioria dos cargos  executivos, diretivos e de coordenação das rádios do Grupo também passaram por mudanças. a mais recente é a chegada de Ricardo Gandour na gerencia executiva da CBN, Gandour assume de forma oficial no próximo dia 3 de outubro. Muitos são os desafios desses profissionais, superar a crise, melhorar a audiência  em suas praças, emplacar novos projetos, investir em tecnologia, fato que é essencial  para qualquer meio de comunicação. Conversamos  com dois profissionais que estão encarregados em  fazer essa reaproximação com o ouvinte, Robinson Vasconcelos, que é Gerente de Esporte do SGR e Igor Pinheiro Binder, que atua no Marketing Corporativo, em pauta estratégias, planejamento, e o futuro das rádios das Organizações Globo, que concorrem com outras plataformas digitais nesse constante mundo de mudanças em todos os meios de comunicação  e no caso do SGR mudança do perfil do seu público alvo.  
Qual a opinião a respeito da utilização de transmissões do Live para rádio? 
Robinson VasconcelosAcho importante pois temos a oportunidade de alcançar mais pessoas e também de produzir um conteúdo, muitas vezes contextualizado, para um público novo em uma nova mídia. Além do ganho de conteúdo elenco também existe o ganho de posicionamento de marca. 
Alguma novidade em relação a volta de transmissões com imagem na Rádio Globo? 
RV: Não há previsão para a volta das câmeras 24 horas. A empresa está revisando a estratégia e é possível que haja retorno em determinados programas/momentos que estejam em linha com os novos objetivos estratégicos.
BLOG
O SGR já está realizando testes nas emissoras do Rio de Janeiro (matriz) e São Paulo (filial). Alguns programas estão sendo transmitidos simultaneamente na página da emissora no Facebook 
Existe a possibilidade do projeto Estação Globo-CBN voltar após as Olimpíadas? 
RV: Um projeto desta magnitude só se justifica com um evento de grande igual porte. Ainda é cedo para dizer o que vamos fazer para a próxima Copa ou para a próxima Olimpíada, mas existe sim um desejo muito grande de repetir o mesmo feito, ou melhor, ir além do que fizemos. 
Qual o motivo do Bem amigos não ter sido transmitido antes das olimpíadas (  o ouvinte não recebeu nenhum comunicado oficial) e porque não foi implantado essa transmissão simultânea após as olimpíadas?
RV: Houve uma decisão interna conjunta com o SporTV porque eles já estavam virando para a programação olímpica. Assim que terminou a competição já voltamos a fazer ontem e assim seguiremos. ( não respondeu se era melhor ter começado o projeto de retransmitir o programa após as Olimpíadas).
Quando o assunto foi tecnologia, conversamos  com Igor Pinheiro Binder, um dos responsáveis pelo setor de  Mídias Digitais do SGR. Em pauta o fato do SGR ter retirado  de todos aplicativos  que retransmitem emissoras de rádio sem ser o aplicativo próprio, como por exemplo Rádios.com e TuneIn. Essa postura já foi contestada pelo BLOG,  por isso procuramos saber o motivo. Afinal isso  não seria correr na contra mão ? 
Igor Pinheiro Binder: Não estamos correndo na contramão. Quando falamos que “O Sistema Globo de Rádio decidiu retirar o conteúdo das suas rádios de serviços de terceiros para buscar uma aproximação maior com o público e o fortalecimento de suas propriedades digitais.” significa que temos nossas próprias propriedade digitais (apps, sites, redes sociais...) e que nos levam a uma aproximação maior com o público, concluiu Igor por email. 
Ainda é possível encontrar nos aplicativos as emissoras afiliadas de Globo e CBN, mas já antecipamos aqui que a direção do SGR determinou que eles sejam retirados também, ficando portanto  com o conteúdo exclusivo em seus canais oficiais.  Em nossos encontros via Live, e nas matérias já afirmei que respeito essa posição, mas continuo achando que  essa postura não é equivocada, afinal  quem quer ouvir um jogo ou uma informação de forma imediata como é o rádio  se não encontrar o que quer de forma imediata, vai direto procurar a emissora concorrente, isso é óbvio. Ouvinte de rádio não ouve uma só emissora, sendo assim será que ele terá em seu celular três ou quatro aplicativos de emissoras ou irá optar em deixar um aplicativo em que possa encontrar centenas delas? 
Para debater esse assunto ouvimos  um dos maiores especialistas em do país, o  Consultor em mídia digital, Professor Doutor Caio Tulio Costa que integra os conselhos da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura-SP), da Transparência Brasil, da Revista Pesquisa Fapesp e da Revista de Jornalismo da ESPM, editada em conjunto com a escola de jornalismo da Universidade Columbia. Trabalhou durante 21 anos no Grupo Folha  e foi um dos fundadores do UOL, o Universo Online, primeiro provedor de internet de grande porte da América Latina. O encontro aconteceu  durante  o encontro que discutiu o Futuro do Jornalismo que aconteceu nos  dias 21 e 22 de setembro no auditório da Escola Superior de Propaganda e Marketing.
É certa ou não essa opção  por compartilhamento exclusivo por aplicativos próprios? 
Professor Caio Tulio Costa:  Quanto mais original , quanto mais capacidade de desenvolvimento você tiver melhor, mas isso não significa que você deve abrir mão do compartilhamento, ou do auxílio no compartilhamento. E esse novo modelo de negócio vive de compartilhamento. O que seria de uma rede social e do aplicativo sem compartilhamentos...nada. São muitas variáveis , o fator fundamenta mental é o de investir em tecnologia para trabalhar o conteúdo. tem que investir e trabalhar o seu conteúdo e compartilhar o seu conteúdo.


Abaixo, com a pergunta a respeito dos assuntos abordados aqui no Blog, no Live e nas colunas do Portal Comunique-se (Live e aplicativos de rádio e seus compartilhamentos). A primeira resposta é do Live e a sua necessidade indispensável nos dias de hoje em qualquer meio de comunicação e na segunda a opinião do respeitado e renomado professor é igual a que já escrevemos aqui.