terça-feira, 24 de novembro de 2015

Jovens brasileiros estão deixando de ouvir rádio, revela pesquisa

Resultado da pesquisa é preocupante
A tecnologia é uma ferramenta que transforma a vida das pessoas. Por meio dela é possível se conectar com o mundo, criar relações e expandir a rede de contatos. A pesquisa 18/34, realizada pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS), analisou o comportamento e os interesses de jovens com idades de 18 a 34 anos. Entre os questionamentos levantados pela pesquisa está a relação do jovem com a mídia. A procura por informações não é a preocupação principal dos jovens das regiões Sul e Sudeste. Nesses locais, games e festas são os assuntos que mais chamam a atenção. Os meios de comunicação tradicionais também perdem seu espaço entre o público. Segundo o projeto, revista, rádio e televisão são os veículos menos utilizados pelos jovens. De acordo com o levantamento, apenas 3,2% dos entrevistados escutam rádio. A região Norte é o local com mais incidência, chegando a 4%. O Sudeste e o Centro-Oeste apresentam os menores índices, totalizando 2,7%. No Sul, 3,2% dos jovens declararam que acompanham o meio radiofônico. Para o professor da Famecos, Luciano Klöckner, os resultados obtidos pela pesquisa são um retrato da mudança de hábitos da geração. “Muitas vezes, os jovens não percebem que estão ouvindo rádio”. O acadêmico aponta que as novas plataformas de transmissão ajudam a fortalecer o meio. A internet surge nesse cenário como uma maneira de segmentar conteúdos. “Com a tecnologia, o jovem não consegue focar em um único objetivo”, explica o professor. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e divulgada no começo de 2015, 8% da população brasileira escuta rádio pelo celular. A criação de aplicativos facilitou a estabilização do meio de comunicação entre os jovens. Klöckner afirma que programas como o 'Pretinho Básico', da Rádio Atlântida, provocaram uma jovialização da programação. Para o professor de comunicação, a questão principal sobre a permanência do rádio como um dos veículos tradicionais está relacionado ao lado comercial. “O rádio vive um momento de transição. Além dos jovens, os idosos devem ter uma programação especial, uma vez que eles pertencem a faixa etária que mais cresce no Brasil”. 

*) Integrante do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se. Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS)