quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sem renovação, sem patrocínio, sem audiência. O radio esportivo agoniza no Brasil


Anúncio da Rádio Gazeta no começo
da década de 90, uma das últimas
grandes equipes no dial de SP
A atração dos ditadores em relação aos veículos de comunicação sempre foi imensa. A ideia de propagar seus ideais e mostrá-los como infalíveis cresceu na Primeira e, principalmente, na Segunda Guerra Mundial. Mussolini, Stalin, Tito, Franco souberam bem como difundir seus ideais. Adolf Hitler e Winston Churchill travaram duelos em forma de discursos. O nazista para impor a uma nação a ilusão de superioridade, da necessidade de dominação. E o britânico inflamou a resistência de um país bombardeado, arrasado, sitiado. Ditadores pelo mundo foram seduzidos pelo poder do rádio. Mais forte, direto do que os jornais. A voz do tirano conseguia mexer com o imaginário de que o ouvia. Getúlio Vargas não iria fugir à regra. Pelo contrário. Decidiu que, como Mussolini, iria usar o rádio como propaganda do seu 'Estado Novo'. Foi assim estatizada a Rádio Nacional. Com sede na então capital do Brasil. E cuja programação era retransmitida para todo o país. Para disfarçar a propaganda política explícita, nela havia radio novelas, jornalismo e futebol. Foi graças à ela, que transmitia os jogos do Rio de Janeiro para o Nordeste, que Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense se tornaram populares na Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraíba etc. Era quase obrigatório ter um rádio grande nas salas das famílias brasileiras.

Veja a matéria na íntegra aqui