quinta-feira, 31 de julho de 2014

Rádios piratas bolivianas lutam para sair da clandestinidade

Por Ricardo Rossetto - Veja SP 
Alan Gutierrez e Paulo Eduardo Queirós
 da rádio Nueva América
 O combate às rádios piratas representa uma eterna dor de cabeça para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mantidas no ar sem regulamentação, elas podem causar interferência na navegação de aviões, em celulares e na comunicação dos bombeiros e da polícia. Somente em 2013, o órgão fechou 36 estações ilegais no Estado. O problema ampliou-se recentemente na capital com a proliferação das emissoras bolivianas: já são catorze. Com transmissão exclusiva em espanhol (confira as principais no quadro abaixo), elas prestam serviços como ofertas de emprego, informam sobre os processos para a obtenção de documentos no Brasil e ajudam na divulgação de festas da comunidade. Apesar da fiscalização, que fecha os negócios e apreende os equipamentos usados nas transmissões, muitas ressurgem tempos depois. É o caso da Infinita, lacrada cinco vezes nos últimos nove anos. Na semana passada, porém, ela estava novamente em operação. 
O combate às rádios piratas representa uma eterna dor de cabeça para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mantidas no ar sem regulamentação, elas podem causar interferência na navegação de aviões, em celulares e na comunicação dos bombeiros e da polícia. Somente em 2013, o órgão fechou 36 estações ilegais no Estado. O problema ampliou-se recentemente na capital com a proliferação das emissoras bolivianas: já são catorze.  Com transmissão exclusiva em espanhol (confira as principais no quadro abaixo), elas prestam serviços como ofertas de emprego, informam sobre os processos para a obtenção de documentos no Brasil e ajudam na divulgação de festas da comunidade. Apesar da fiscalização, que fecha os negócios e apreende os equipamentos usados nas transmissões, muitas ressurgem tempos depois. É o caso da Infinita, lacrada cinco vezes nos últimos nove anos. Na semana passada, porém, ela estava novamente em operação. Uma das peculiaridades do negócio é que alguns dos integrantes do movimento legalista estão por trás das rádios piratas. Gutierrez, por exemplo, divide seu tempo entre o emprego de agente comunitário de saúde e a apresentação diária do programa Esporte Total, às 19horas, na rádio Nueva America, que funciona em seu próprio apartamento, no Bom Retiro, e só transmite pela internet. Pioneiro na área, Gutierrez começou sua trajetória em 2002, no telhado do antigo Edifício São Vito, no centro. Ali foram fundadas as estações Sudamérica e Expressão Latina, precursoras na colônia e fechadas no ano seguinte pela polícia. “Eu subia 24 andares a pé e ficava agachado enquanto falava, porque o lugar era apertado”, recorda. Sua paixão pelo tema motivou o filho Alan, de 14 anos, e um colega, o brasileiro Paulo Eduardo Queirós, de 13, a criar o programa What da Game?, sobre tecnologia, games e quadrinhos, no ar às 16 horas das segundas, quartas e sextas. 
Arte: Veja SP
Foto: Lucas Lima - Veja SP