Os desafios da cobertura esportiva no ano da Copa

Reportagem: Rogério Voltan
Dois palmeirenses, Mauro Beting, jornalista da rádio Bandeirantes e jornal Lance, e Hélio Gomes, diretor de conteúdo do portal Terra, e um corintiano, o também jornalista Juca Kfouri, apresentador da ESPN e colunista da Folha de S.Paulo fizeram um bom bate-papo no segundo dia do seminário mídia.JOR. O assunto foi a cobertura esportiva em ano de Copa do Mundo. Deixando de lado todas as provocações entre os convidados por causa dos times de coração, muito se discutiu como será a cobertura do Mundial em 2014 com tantas plataformas a disposição do jornalista e do telespectador/ouvinte/internauta: “Será um grande desafio para os jornalistas que terão que ser multimídias”, lembrou Hélio Gomes. O diretor do terra destacou também que para os meios que não terão o direito de transmissão (caso do Terra) o olhar terá que ficar do lado de fora, onde também há muita informação. “Nós temos a obrigação de complementar o que o telespectador está vendo na televisão. Quem estiver ligado na tela da televisão também vai estar em uma segunda ou terceira tela“, concluiu. Uma das preocupações levantadas é a qualidade do serviço telefônico, principalmente dentro das arenas. Mauro Beting lembrou o episódio na Copa das Confederações que Neymar não conseguiu falar com o pai momentos antes de uma partida do Brasil, a ligação simplesmente não completou. No ano que vem o público terá a informação no momento em que acontece, com jornalistas passando as informações das mais várias formas: rádio, tv, jornal, internet, twitter e demais plataformas, Juca Kfuri fez questão de lembrar que nem sempre foi assim. “Em 82, na minha primeira Copa do Mundo as matérias eu mandava via telex, nós dependíamos do Centro de Imprensa da FIFA para poder passar o que escrevíamos para o Brasil. Já em 86 houve uma evolução extraordinária, o fax”, lembrou. Juca questionou nesta era digital qual será o papel do impresso? “Se o papa morrer um minuto depois todos os site já deram a informação. Qual sentido o jornal dar a manchete no dia seguinte “O papa morreu”. Tem que fazer o que o Ele País fez quando João Paulo II faleceu. No dia seguinte a manchete era “Para onde vai a Igreja Católica”. O painel foi um dos destaques no segundo dia do seminário mídia.JOR, que é realizado pela revista  Imprensa, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ. O evento acontece desde segunda-feira no Teatro Aliança Francesa  no centro de São Paulo e termina hoje, com acompanhamento do Blog.
Foto: Alf Ribeiro

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