quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Desafios dos correspondentes internacionais e do jornalismo investigativo fecham 2ª edição do mídia.JOR


Correspondentes Internacionais e a difícil
 missão  de  "descobrir" o Brasil
O terceiro e último dia do Seminário de Jornalismo mídia.JOR abordou a atuação de correspondentes internacionais no Brasil, as mídias sociais como fonte negócio, o jornalismo investigativo e a charge como instrumento de o humor e informação. Pela manhã, os correspondentes internacionais Juan Arias do "Ell País" da Espanha, Pierre Ausseill da Agência France-Press e Todd Benson da Reutters falaram das dificuldades de um correspondente internacional e da necessidade de ter um olhar diferente do brasileiro para ver, apurar e passar informação ao veículo de seu país. Todos foram inânimes em afirmar que o Brasil em virtude dos últimos acontecimentos (protestos e manifestações) associado aos eventos esportivos como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, está no centro das atenções do mundo. No Brasil há um ano, Pierre Ausseill, afirmou que o grande desafio do correspondente  será colocado em prática no ano que vem com a cobertura da Copa do Mundo. Para ele o grande desafio do correspondente internacional é tentar levar a melhor informação do evento apesar de sua grande  dimensão territorial, a cobertura do Brasil vai muito além de São Paulo, Rio e Brasília, declarou o correspondente  da AFP. O alto custo para a cobertura da Copa do Mundo e até a logística  está assustando as empresas, muitas inclusive  na tentativa de reduzir custos está estendendo o período que os correspondentes ficam nos países  quando o certo seria ter uma rotatividade ou período menor analisa Todd Benson o risco do correspondente internacional  perder seu olhar critico em relação ao pais em que ele fica por mais tempo é grande, afirmou o jornalista da  Reuters. Hoje é importante que um jornalista se especialize em uma determinada área, mas que além de tudo que ele seja jornalista e esteja preparado para vir ao Brasil por exemplo e cubra a Copa do Mundo e as manifestações por exemplo, finalizou Pierre Ausseill da Agência France-Press. 
Jornalismo Investigativo
Cabrini fez duras críticas aos dirigentes
 e empresários do futebol brasileiro
No período da tarde, o painel que abordou o jornalismo investigativo contou com a presença de Roberto Cabrini, jornalista do SBT, Sérgio Lírio da Revista Carta Capital e Rubens Valente da Folha de São Paulo . Foi um dos melhores encontros do seminário mídia.JOR, a rico nos detalhes da produção das matérias investigativas em TV, jornal e revista. Cabrini pois o dedo na ferida quando destacou os programas que envolveram a paixão nacional, o futebol. O jornalista que hoje está no SBT começou a carreira em Piracicaba como jornalista esportivo e hoje é um dos mais respeitados profissionais do segmento. Além de apresentador Cabrini é também editor-chefe do programa e comanda mais de 20 profissionais que produzem um conteúdo que precisa ser relevante, ter qualidade e para uma teve aberta, não basta pensar somente pelo Ibope, mas é claro que se ele não for satisfatório, o programa pode ser afetado. O trabalho de investigação leva tempo e a equipe tem que achar uma forma para se programar e fazer e produção de vários programas, pois o jornalismo investigativo é caro pode levar tempo. Para Cabrini, o jornalismo investigativo se tornou uma grande esperança para pessoas que precisam de ajuda e não confiam no serviço público: “O jornalismo só faz sentido quando você consegue melhorar a vida das pessoas”. Entre as várias matérias citadas pelo jornalista, destacamos a série: “Porões do Futebol” que rendeu dois programas no Conexão Repórter que divididos em cinco blocos que trouxe toda sujeira infiltrada nos porões do futebol (segue trecho de um dos programas abaixo)

O jornalista ressaltou a a importância de ter o apoio do Ministério Público Federal como parceiro para ajudar a revelar desmandos e irregularidades no Brasil. 
Cabrini lembrou que o fato de muitos questionarem a convocação do atleta y para a seleção, ou a contratação de outro atleta pelo clube x, foi enfático e falou a verdade que a maioria dos "entendidos" pelo futebol desconfiam: “O futebol se transformou em uma indústria do dinheiro, os dólares e os euros falam mais alto na seleção brasileira e nos clubes. O interesses fala mais alto para a maioria dos dirigentes, empresários e agentes de jogadores”
Parabéns a todos os profissionais da Revista Imprensa que realizaram o Segundo Seminário de Jornalismo do mídia.JOR - contou com  o patrocínio da  Oi, apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ. 
Fotos: Alf Ribeiro e Divulgação