sexta-feira, 28 de junho de 2013

Com a voz, com a mão

Tela encomendada pela Editora Abril
ficou pronta em 90 minutos
Ele narrou as Copas de 1986 (na TV Globo) e de 1990 (na TV Manchete) e comandou os comícios da campanha “Diretas Já”, em 1984. Desde os anos 1970, no rádio, criou bordões que marcaram a história do esporte, como o inesquecível “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”. Com a carreira interrompida em 1994, depois de um acidente de carro que o deixou com sequelas na fala e na locomoção, Osmar Santos fez da pintura, mais do que uma terapia para sua recuperação, um novo meio de comunicação.
Osmar  se dedica as pinturas
 6 horas por dia
Ao longo dos anos, teve o auxílio de artistas como Aldemir Martins. Na sala de sua casa, em São Paulo, ele pinta diariamente, às vezes por 6 horas seguidas, e apenas com os dedos da mão esquerda. Atualmente, detalhes à sua volta servem-lhe de inspiração. Atendendo ao convite da Edição Especial Abril na Copa para criar um quadro sobre a Copa no Brasil, resolveu redesenhar a bandeira brasileira. Começou a pintar às 17h e terminou às 18h30, ou seja, 90 minutos depois. O tempo de uma partida de futebol. Osmar Santos (Oswaldo Cruz, SP, 1949), ex-narrador esportivo, cobriu as Copas de 1982 e 1994 no rádio e, para a TV, as Copas de 1986 e 1990. Em 1984, apresentou comícios da campanha “Diretas Já”
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Fonte Editora Abril
Fotos: Renato Pizzuto