segunda-feira, 18 de julho de 2011

CBF prepara transmissões via internet

Até o fim deste ano, a rede Globo tem exclusividade nas transmissões dos amistosos da seleção brasileira. A CBF, por outro lado, trabalha para dar uma segunda opção para os torcedores. Segundo informações da “Folha de S.Paulo”, a entidade irá criar um canal na internet com notícias e jogos.
Chamada de TV CBF, o canal vem sendo desenvolvido por uma empresa norte-americana com filial no Brasil. O contrato, no entanto, ainda não foi assinado. Pela rede, serão transmitidas as partidas e seus bastidores, com entrevistas com os jogadores e comissão técnica. O projeto prevê transmissão ao vivo dos vestiários.
Neste ano, a CBF já havia reformulado seu site oficial. Uma das atrações era a possibilidade de ter fotos exclusivas do elenco. As imagens são colocadas diariamente na página da entidade, que também ganhou atrações em vídeo.
Segundo a Folha, o investimento será alto no canal, apesar de o valor ainda não ter sido divulgado. A ideia é que parte da verba venha dos patrocinadores da CBF. Na Copa do Mundo de 2010, algumas das empresas que faziam aporte à entidade quiseram fazer conteúdo exclusivo na concentração, mas foram impedidos pelo então técnico Dunga.
Na Copa América, os jogos da seleção foram transmitidos pela internet pelo Youtube. Para o território brasileiro, no entanto, a exclusividade para esse meio também estava nas mãos da rede Globo, que fez as partidas por meio do Globoesporte.com.
Entre os clubes, criar canais tem se tornado cada vez mais comum. O mais avançado nesse processo é o Corinthians, que tem uma emissora fechada, com estúdio montado no Parque São Jorge.

Brasil entra na lista dos grandes compradores

Real forte põe clubes brasileiros na guerra por jogadores, diz Financial Times

Tevez  e a proposta do Corinthians
Uma reportagem publicada pelo jornal Financial Times nesta segunda-feira (18) diz que o real valorizado frente ao euro e à libra esterlina está revertendo uma onda de exportações de jogadores de futebol do Brasil para a Europa.
“Jovens estrelas estão jogando mais no Brasil antes de migrar para a Europa, enquanto os veteranos estão voltando para casa mais cedo por causa do estreitamento das disparidades salariais que ocorreu a partir da crise europeia”, afirmam os jornalistas Joe Leahy e Andrew Downie.
A matéria cita a agência de marketing Prime Time para informar que os gastos com contratação de novos jogadores no Brasil subiram 63% em 2010 em relação ao ano anterior, enquanto as aquisições europeias caíram 29% no mesmo período.
“O número total de jogadores 'exportados' do Brasil também caiu 14% em 2009, último ano que tem dados disponíveis”, diz o texto.
O diário britânico lembra que a Europa registrou grande inflação dos preços de jogadores de futebol ao longo dos últimos 10 anos, algo parecido com o boom imobiliário.
Enquanto isso, o Brasil melhorou a sua liga profissional, está oferendo pacotes salariais mais robustos e ainda tem o atrativo de ser a sede da Copa do Mundo de 2014.
A reportagem cita o câmbio valorizado como um fator que aumentou a competitividade brasileira no mercado de jogadores. “O real atingiu recentemente o maior patamar em 12 anos contra o dólar e, desde 2008, ganhou 35% frente ao euro e à libra esterlina, ajudando os clubes locais a competir com os seus pares europeus ricos em negociações pelos melhores futebolistas do mundo.”
A proposta de 40 milhões de euros do Corinthians pelo argentino Carlitos Tevez é citada como um exemplo do fôlego financeiro dos clubes brasileiros. “Outras recentes contratações incluem 'filhos nativos', como Ronaldo, Luis Fabiano, Ronaldinho Gaúcho e Fred, que saíram da Europa e voltaram para casa.”
Um recente relatório do Professional Football Players Observatory diz que 135 jogadores retornaram ao Brasil em 2010 ante as exportações de 283 atletas.
“As finanças mais fortes dos clubes brasileiros também estão ajudando-os a manter os jogadores mais jovens. Santos, o time de Pelé, recusou uma proposta do Chelsea por Neymar, a grande estrela adolescente do Brasil, oferecendo-lhe um pacote de compensação sofisticado que inclui receitas de direitos de imagem”, finaliza o Financial Times.