Você gosta do rádio am?

Amo o rádio desde criança, acredito que virei jornalista por causa da influência do rádio em minha infância. Ouvia vários comunicadores quando era pequeno iam de Zé Betio, passava por Afanázio Jazadi e chegava aos nomes mais tradicionais como Eli Correa, Paulo Barboza, Osmar Santos e Osvaldo Maciel.
Meus pais ouviam desde manhãzinha, assim como milhares de donas de casa, porteiros, zeladores e outros trbaslhadores.
Pensava que era uma época distante dos dias de hoje, onde temos iPods, iPones , MP 3,4,5.... e outras mídias que podem apagar o am, que pra mim já estava com seus dias contados.
Porém, a excelente matéria da jornalista Paola Oliveira do Diário de São Paulo, publicada nesse dia 9 de março me animou e fez também mudar a minha opinião a repeito do futuro do am.
Um dia antes, outra matéria voltada ao rádio am do jornalista Paulo César Ferreira , do carioca O Dia, alertava para as mudanças que o rádio am tem que fazer o mais rápido possível, pois caso contrário, ele estará fadado ao esquecimento como aconteceu por exemplo como as faixas OM (Ondas Médias) e OC (Ondas Curtas).

Confiram as matérias:

O Dia - 8 março 2010
AM com som igual do FM
Rádios AM precisam de mudança de faixa para manter os ouvintes

Rio - O Rádio AM ocupa a mais antiga faixa de frequências a serviço da radiodifusão, entre 535 e 1.705 quilohertz (kHz). O rádio FM está na faixa de 87,5 a 108 megahertz (MHz). O total de estações de ondas médias (AM) no Brasil chega a 1.759, enquanto o FM são 2.838.
Hoje, a e rádio AM sofre muitas interferências e vem perdendo a qualidade técnica, na recepção, por ingerências de fontes de ruído externas, tais como motores de veículos, interferência de computadores, bloqueios por prédios e lâmpadas fluorescentes, muito comuns em residências (raramente um táxi sintoniza uma rádio AM).
O AM vem perdendo claramente mercado, conforme dados do Ibope sobre a audiência do meio rádio.
O último boletim de audiência, referente a outubro/dezembro de 2009, para a Cidade do Rio de Janeiro, mostra que ela possui 23 rádios AMs, sendo que as cinco primeiras são: Globo, Tupi, CBN, Rio de Janeiro e Nova, e o percentual total de AM no universo rádio são de 24,0% contra 76,0%.
Algumas empresas que possuem frequências nas duas faixas estão migrando o conteúdo do AM, geralmente de boa qualidade, para o FM. Estão também usando um novo veículo: a Internet. Com isto os ouvintes do AM vão perdendo cada vez mais o hábito de ouvir esta faixa desestimulando a fabricação de receptores.
A solução mais provável é transferir as transmissões para faixas dos canais 5 e 6 de televisão, que serão abandonados pelas emissoras de TV ao passarem para a tecnologia digital.
Não é difícil enfrentar e resolver o problema, desde que a Abert, as associações estaduais de radiodifusão e a indústria de receptores se unam em torno do ministro Hélio Costa, objetivando trocar a faixa de operação.
Paulo César Ferreira_Empresário de radiodifusão

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Diário de São Paulo -terça-feira, 09 de março de 2010

Alta fidelidade
Antiga parceria entre ouvintes e comunicadores deixa os populares programas de rádio com audiência maior que em algumas emissoras de televisão
A era de ouro do rádio aconteceu na década de 40, e na época isto foi um grande impacto na sociedade brasileira. Fato que nem mesmo a chegada da televisão, dez anos depois, superou.
Lá se foram 70 anos e engana-se quem pensa que, com o avanço da internet e o investimento nos programas de TV, este meio ficou em baixa.
“O rádio estabelece uma relação de fidelidade com o ouvinte”, pontua Rodrigo Nunes, especialista em estudos ligados às programações no rádio e na TV. “Os comunicadores criam uma espécie de laço de amizade com o ouvinte, o que garante esta ligação e também a audiência.”
Em determinados horários, os programas de rádio chegam a ter mais audiência do que certas atrações da televisão aberta.
Na última medição divulgada pelo Ibope relacionada aos meses de novembro, dezembro e janeiro, no horário entre 6h e 19h, a rádio Globo, líder absoluta em sua categoria, somava mais de 142 mil ouvintes por minuto. É mais do que a metade dos espectadores que costumam ver TV Cultura, Band e a Rede TV!, individualmente.
À tarde, na semana passada, por exemplo, quem mais se aproximou do índice foi a Band, que marcou 2,1 pontos. “Mas não há como fazer uma comparação direta já que o público é diferente”, diz Nunes. “O rádio é companheiro. A TV é entretenimento.” Apenas SBT, Record e Globo superam estes números em certos horários.
Os comunicadores têm papel fundamental para alavancar a audiência de um programa no rádio. Muitos deles possuem um verdadeiro caso de amor com seus ouvintes há mais de 30 anos.
Eli Correa, que comanda dois horários na Capital (1040 KHz), sabe muito bem como manter a atenção. Conhecido como o “homem sorriso do rádio”, tem fala mansa e usa seu horário para aconselhar principalmente o público feminino. Segundo o locutor, os quadros que compõem o programa contam bastante na audiência: “O quadro ‘Que Saudade de Você’ faz muito sucesso, afinal, quem não tem saudade de alguém?”.
O padre Marcelo Rossi não é radialista, mas figura atualmente como um dos campeões do meio. “Sou apenas um instrumento. É muito importante falar com as pessoas e ouvi-las”, afirma.

CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA:


Paulo Barboza

Com 50 anos de carreira, ele mantém seu programa em quarto lugar no ranking geral. Quadros como “Recados do Coração” prendem a atenção dos ouvintes.
“Paulo Barboza”, 2ª a 6ª, das 8h às 12h, na Record AM (1000 KHz)



Eli Correa

O “homem sorriso do rádio” está há mais de 35 anos no ar e continua como um dos grandes líderes de audiência do rádio AM. Seu maior pico é alcançado às 14h, quando apresenta o quadro “Que Saudade de Você”, na Rádio Capital
“Eli Correa”, 2ª a 6ª, das 6h às 9h e das 13h às 15h30, sáb., das 6h às 9h05, na Rádio Capital (1040 KHz)


Padre Marcelo Rossi
O sacerdote comanda dois programas na rádio Globo. Com oração e testemunhos ao vivo, é considerado um fenômeno de audiência, com 750 mil ouvintes por minuto.
“Mensagem da Paz”, 2ª a sáb., das 5h50 às 6h.
“Momento de Fé”, 2ª a sáb., das 9h às 10h, na Rádio Globo (1100 KHz)
Fontes & Fotos Diário de São Paulo

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